Por Vinicius Gallier
Referência Bibliografica:- LIPSTADT, Deborah E. Negação. Tradução de Mauricio Tamboni - Sãp Paulo: Universo dos Livros, 2017.
Esse post será feito no formato de resenha, podendo mais a frente ser feito, para fins de entendimento, no formato de fichamento.
Antes de começar a resenha vou explicar, de forma breve e simplificada, o que seria a ideia de negacionismo.
O negacionismo tem, em síntese, a premissa de negar algo que já foi cientificamente provado como forma, única e exclusiva, de escapar a uma realidade incômoda. Trocando em miúdos: é aquela pessoa que você conhece que mesmo você mostrando todos os indícios possíveis, por exemplo, do aquecimento global ela vai continuar insistindo em falar que o aquecimento global é balela única e exclusivamente porque ela acha isso, quer continuar achando isso e faz de tudo pra continuar achando isso.
Antes de começar a resenha vou explicar, de forma breve e simplificada, o que seria a ideia de negacionismo.
O negacionismo tem, em síntese, a premissa de negar algo que já foi cientificamente provado como forma, única e exclusiva, de escapar a uma realidade incômoda. Trocando em miúdos: é aquela pessoa que você conhece que mesmo você mostrando todos os indícios possíveis, por exemplo, do aquecimento global ela vai continuar insistindo em falar que o aquecimento global é balela única e exclusivamente porque ela acha isso, quer continuar achando isso e faz de tudo pra continuar achando isso.
Negação é baseado, infelizmente, em uma história real. É assustador como o negacionismo, de forma geral, têm chegado à níveis alarmantes tantas vezes na nossa história e o ponto central desse livro é justamente esse: o negacionismo, nesse caso o negacionismo histórico. No caso, em cima de um acontecimento tão marcante da história: o Holocausto.
O livro nos mostra todo o percorrer da historiadora Deborah Lipstadt, que é a autora do livro Negação, ao ser processada no tribunal inglês e ter que provar seus pontos expostos num livro anterior: que David Irving, um homem aspirante a historiador, nada mais era que um negacionista ferrenho do Holocausto que adulterava suas fontes com o objetivo de inocentar Hitler.
A trama é feita na estrutura de uma narrativa e, pelo fato de ser escrito em primeira pessoa, há uma aproximação muito grande do leitor tanto com a Deborah e sua equipe quanto com as pessoas que, mais e mais, vinham assistir o julgamento: desde historiadores; familiares de pessoas mortas durante o periodo nazista até sobreviventes do holocausto que dão apoio e expressam seus sentimentos pois, para eles, aquele processo era algo importantíssimo e que, sinceramente, eu não tenho palavras para tentar, no minimo, definir o que eles estavam sentindo naquele momento.
Além disso, o livro é também bastante factual (no sentido de ser fiel ao processo decorrido) e possível de ser conferido (visto que, a cada capitulo, há uma porção de referencias ponto a ponto).
A história se passa logo após Deborah ter publicado um livro chamado "Denying the Holocaust" no qual acusava David Irving de ser um negacionista ferrenho do Holocausto e, por causa disso, David decide processa-la por difamação no tribunal inglês alegando que essa acusação havia dificultado a carreira dele.
O porquê de ter sido no tribunal inglês? Porque, na lei de difamação inglesa, o ônus da prova é invertido. Em outras palavras: normalmente quem inicia o processo que tem que provar o que está afirmando. Entratando, no caso inglês, quando há um processo de difamação quem tem que provar é quem está recebendo o processo. Ou seja: Deborah teria que provar que Irving era, de fato, um negacionista que alterava as fontes.
Todo o sentimento para com os personagens é cativante, sendo também muito bem detalhado cada parte da trama: seja durante o processo ou fora dele. O percurso da história é envolvente e eu te garanto: você, com certeza, vai se emocionar de alguma forma ao ler esse livro, seja por tristeza, felicidade ou raiva.
O que está em julgamento nesse caso descarrilha para uma questão coletiva: a defesa da memória, da conservação e da imagem do Holocausto e sua veracidade. A luta de Deborah é que a vida de todos os judeus mortos sejam lembradas pela história.
O livro nos mostra todo o percorrer da historiadora Deborah Lipstadt, que é a autora do livro Negação, ao ser processada no tribunal inglês e ter que provar seus pontos expostos num livro anterior: que David Irving, um homem aspirante a historiador, nada mais era que um negacionista ferrenho do Holocausto que adulterava suas fontes com o objetivo de inocentar Hitler.
A trama é feita na estrutura de uma narrativa e, pelo fato de ser escrito em primeira pessoa, há uma aproximação muito grande do leitor tanto com a Deborah e sua equipe quanto com as pessoas que, mais e mais, vinham assistir o julgamento: desde historiadores; familiares de pessoas mortas durante o periodo nazista até sobreviventes do holocausto que dão apoio e expressam seus sentimentos pois, para eles, aquele processo era algo importantíssimo e que, sinceramente, eu não tenho palavras para tentar, no minimo, definir o que eles estavam sentindo naquele momento.
Além disso, o livro é também bastante factual (no sentido de ser fiel ao processo decorrido) e possível de ser conferido (visto que, a cada capitulo, há uma porção de referencias ponto a ponto).
A história se passa logo após Deborah ter publicado um livro chamado "Denying the Holocaust" no qual acusava David Irving de ser um negacionista ferrenho do Holocausto e, por causa disso, David decide processa-la por difamação no tribunal inglês alegando que essa acusação havia dificultado a carreira dele.
O porquê de ter sido no tribunal inglês? Porque, na lei de difamação inglesa, o ônus da prova é invertido. Em outras palavras: normalmente quem inicia o processo que tem que provar o que está afirmando. Entratando, no caso inglês, quando há um processo de difamação quem tem que provar é quem está recebendo o processo. Ou seja: Deborah teria que provar que Irving era, de fato, um negacionista que alterava as fontes.
Todo o sentimento para com os personagens é cativante, sendo também muito bem detalhado cada parte da trama: seja durante o processo ou fora dele. O percurso da história é envolvente e eu te garanto: você, com certeza, vai se emocionar de alguma forma ao ler esse livro, seja por tristeza, felicidade ou raiva.
O que está em julgamento nesse caso descarrilha para uma questão coletiva: a defesa da memória, da conservação e da imagem do Holocausto e sua veracidade. A luta de Deborah é que a vida de todos os judeus mortos sejam lembradas pela história.
Um livro maravilhoso que conta detalhadamente cada etapa: antes, durante e depois do julgamento. Um livro que eu vou ler mais vezes com toda certeza tanto pela emoção que o livro transmite (que não necessariamente é triste, há muitos momentos felizes e, sinceramente, muitos momentos que dá uma certa raiva por causa dos argumentos que Irving usa) quanto pelos fatos ali apresentados.
Como sempre, a caixa de comentários está aberta para críticas, sugestões e avaliações. Lembrando que prezamos aqui no blog pelo respeito, caso haja aqui algum xingamento ou ataque desnecessário o comentário será excluído.
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